sábado, 17 de agosto de 2013

Ondas cerebrais são diferentes em pessoas que lembram o que sonham

Ondas cerebrais são diferentes em pessoas que lembram o que sonham





Você se lembra dos sonhos que teve ou é do tipo de pessoa que nunca consegue saber o que sonhou durante a noite? Um grupo de cientistas malucos descobriu, recentemente, que as pessoas que se lembram do que sonham tendem a reagir mais rapidamente quando escutam seus nomes enquanto acordadas. Ao que tudo indica esses dois fatores aparentemente diferentes podem estar relacionados.
O fato é que às vezes você lembra seus sonhos, às vezes, não. Mas por que será que isso acontece? Uma pesquisa feita com 36 pessoas conseguiu mapear suas atividades cerebrais enquanto elas ouviam músicas e, ocasionalmente, seus primeiros nomes. Esse monitoramento ocorreu tanto enquanto elas estavam dormindo quanto quando estavam acordadas.

Meio a meio

Salvador Dali pintava cenários de sonhos. Fonte da imagem: Reprodução/Reddit
Entre os participantes, metade declarou que conseguia lembrar sempre seus sonhos enquanto a outra metade lembrava raramente. Os dois grupos de pessoas tiveram atividades cerebrais semelhantes enquanto dormiam e ouviam seus nomes. A diferença na atividade mental foi percebida quando as pessoas estavam acordadas, sendo que o grupo que costumava lembrar os sonhos produzia um aumento na chamada onda cerebral alfa, enquanto que os esquecidinhos, não.
De acordo com a neurocientista Perrine Ruby, a diferença na produção dessas ondas pode refletir as variações nos cérebros dos “lembradores” e dos esquecidos, e essa diferença pode estar relacionada com a maneira como essas pessoas sonham também.
Ruby se apega a uma teoria que defende a ideia de que uma redução nessas ondas alfa significa que alguma região específica do cérebro é inibida a responder estímulos externos. Quando você ouve um som assim que abre os olhos, algumas regiões do seu cérebro ficam mais ativas e as ondas alfa são reduzidas.

Diferenças

Fonte da imagem: YouTube
Entre as pessoas estudadas, percebeu-se que os lembradores têm uma diminuição grande das ondas alfa quando ouvem seus nomes assim que acordam, fator que pode indicar que os cérebros dessas pessoas são mais ativados nesse momento. Isso quer dizer que os lembradores têm mais regiões do cérebro em funcionamento enquanto estão dormindo – talvez esse seja um indicativo do por que eles se lembrem dos seus sonhos.
Essas ondas, que variam de frequência e se comportam de maneira diferente quando uma pessoa ouve um som repentino, podem ser responsáveis por nos proteger dos sons que ouvimos enquanto dormimos, evitando que acordemos com cada barulhozinho. Ruby acredita que os lembradores podem ser mais sensíveis ao som externo e, por isso, acordar mais facilmente – é mais provável que alguém se lembre do que sonhou se acordar imediatamente após ter tido um sonho.
Ainda não há respostas concretas que expliquem por que uma pessoa lembra ou não os sonhos que tem durante a noite, mas essas pesquisas parecem ser pecinhas importantes quando o assunto é a Neurociência, já que o cérebro é a estrutura mais complexa do corpo humano, justamente por seu funcionamento estar diretamente relacionado a fatores externos, de ordem cultural e emocional.

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