sábado, 20 de julho de 2013

Cientistas descobrem vírus duas vezes maior do que qualquer vírus conhecido

Cientistas descobrem vírus duas vezes maior do que qualquer vírus conhecido




De acordo com o Live Science, cientistas anunciaram a descoberta de vírus enormes que desafiam a classificação que diferencia cientificamente essas estruturas das células vivas. De momento eles foram batizados como Pandoravírus, em referência à “Caixa de Pandora” da mitologia grega, já que ninguém sabe quais surpresas eles podem reservar.
Dois tipos diferentes de pandoravírus foram descobertos, cada um em uma parte — bem distante uma da outra — do mundo. Um deles, o Pandoravirus salinus, foi coletado por uma equipe de pesquisadores na costa do Chile, enquanto o outro, o Pandoravirus dulcis, foi encontrado em um lago de água doce na Austrália. Porém, o mais incrível sobre esses agentes é que eles são tão grandes que podem ser observados com o uso de um simples microscópio.

Gigantes

Fonte da imagem: Reprodução/io9
Os vírus já foram considerados pelos cientistas como estruturas simples e pequeninas. Contudo, com a descoberta de partículas virais bem maiores e geneticamente complexas, essa noção começou a mudar.
Os minivírus, por exemplo, descobertos na década de 90, contam com 600 nanômetros de diâmetro e contêm cerca de mil genes, o que os assemelha mais com uma bactéria do que com um vírus. Para que você tenha uma ideia, o vírus HIV mede 120 nanômetros e contém apenas nove genes.
No entanto, os pandoravírus não impressionam apenas com seu tamanho físico, mas com o do genoma também: o P. dulcis conta com aproximadamente 1.500 genes, e o P. salinus, com 2.500. Contudo, desse total, a grande maioria é completamente nova para a biologia.

Experimentos

Para comprovar que os pandoravírus realmente são... vírus, os pesquisadores realizaram vários experimentos. Depois de acompanhar o ciclo completo de replicação desses agentes, os cientistas concluíram que eles cumprem os três critérios que definem os vírus: eles não possuem os genes necessários para a produção de energia, não sintetizam proteínas sem antes infectar um organismo vivo e produzem centenas de novas cópias em um único ciclo.
Apesar disso, é inegável que os pandoravírus são completamente diferentes de qualquer outro agente já descoberto no planeta. A teoria mais aceita de momento é que essas estruturas são o resultado da evolução de células independentes que gradualmente perderam a maior parte de seus genes e se transformaram em parasitas. Entretanto será necessário encontrar mais espécimes para que os cientistas compreendam suas origens e estudem seus genes.
A identificação do pandoravírus é uma prova de que o nosso conhecimento sobre a biodiversidade microbiana da Terra está longe de ser completo e que descobertas incríveis ainda podem estar por vir, com o potencial de mudar a concepção atual sobre a origem e evolução da vida no planeta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário